Sou maluca pelo Quintana. Sem saber, já aos 9 anos declamei minha primeira poesia, dele claro.
O Quintana era poesia até para morar. Imagina morar no Hotel Magestic?
Poderia ler Quintana o tempo todo, nunca me canso dele, existe alguma coisa nos gaúchos que me atraem, é uma relação de amor e ódio, ódio porque eles se acham, e não sem alguma razão que são superiores ao restante do Brasil, em algumas coisas eu concordo. Povo obstinado, de cultura peculiar e bem diferente da do resto do Brasil, politizado (ai que inveja), muito mais culto que aqui no Paraná. E o Quintana era gaúcho, um gaúcho com coração no mundo. Um apaixonado que não casou nem teve filhos biológicos. Seu DNA está nos seus escritos nos seus muitos amores. Amores que nos fizeram amar, que embalaram muitos dos meus romances, cada poema seu narra algum momento de algum coração apaixonado.
Apaixonante. Vontade de me apaixonar, difícil achar motivo, uma vontade sem motivo, sem protagonista. Impossível se apaixonar por alguém que não me faça sentir o bem estar de ler Quintana. É Quintana você dificulta muito a minha vida. Sem você as coisas seriam mais fáceis. Nunca ninguém será como você para mim.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Dezembro. Bem, dezembro é dezembro.
Essa época do ano é, para a maioria, uma época de reflexão. Na verdade para mim todas as épocas são épocas de reflexão. O que me trinca a paciência é refletir numa época em que todos só pensam em comprar, gastar, se espremer numa fila, suar, suar, suar. Sim porque para ajudar, o Natal tinha que ser no verão aqui abaixo do Equador?
Esse ano nem montei árvore de Natal. Minha ajudante foi quem botou a toalha de Natal na mesa. Desnecessário, mas deixei por consideração, preguiça sei lá.
Até o ano passado ainda tinha um tiquinho de graça montar a árvore porque meus sobrinhos moravam em Curitiba, mas esse ano nem criança tem, por aqui.
Sim compro presente, faço embrulhos, festejo com a família. O básico né? Mas nesse ano nem sei aonde vou passar a noite de Natal. E nem estou preocupada.
Será que se eu passasse um Natal no hemisfério Norte me sentiria diferente?
Ah. Durante esse post uma mané soltou 2 fogos, daqueles rojões que só fazem barulho e fedem. Muito.
Outro motivo para odiar esse mês. Mania de barulho, mania de alegria. Obrigação de felicidade é um saco. Dá para ser feliz com tanto calor, com a eterna lembrança de que foi num final de ano desses que meu pai morreu?
Difícil escrever sobre isso, mas acho que o Natal mais legal que eu tive, foi justamente o último que passei com meu pai. Eu passava por um aperto feio, mal tinha dinheiro para um presentinho para minha filha. Mas meu pai e minha mãe passaram na minha casa. Ainda lembro do pudim de laranja que deu um trabalhão para fazer, nem ficou bom, mas ele elogiou. Meu pai não era disso, elogios e manifestações de carinho não existiam para ele. Meus amigos tinham medo dele, era muito sério. Mas era justo, honesto e franco como nunca mais vi em ninguém.
Tá. É fim de ano, ainda faltam alguns dias para esse tormento acabar e, o calor ainda vai permanecer por mais tempo.
Tentar sobreviver a mais um Natal.
Esse ano nem montei árvore de Natal. Minha ajudante foi quem botou a toalha de Natal na mesa. Desnecessário, mas deixei por consideração, preguiça sei lá.
Até o ano passado ainda tinha um tiquinho de graça montar a árvore porque meus sobrinhos moravam em Curitiba, mas esse ano nem criança tem, por aqui.
Sim compro presente, faço embrulhos, festejo com a família. O básico né? Mas nesse ano nem sei aonde vou passar a noite de Natal. E nem estou preocupada.
Será que se eu passasse um Natal no hemisfério Norte me sentiria diferente?
Ah. Durante esse post uma mané soltou 2 fogos, daqueles rojões que só fazem barulho e fedem. Muito.
Outro motivo para odiar esse mês. Mania de barulho, mania de alegria. Obrigação de felicidade é um saco. Dá para ser feliz com tanto calor, com a eterna lembrança de que foi num final de ano desses que meu pai morreu?
Difícil escrever sobre isso, mas acho que o Natal mais legal que eu tive, foi justamente o último que passei com meu pai. Eu passava por um aperto feio, mal tinha dinheiro para um presentinho para minha filha. Mas meu pai e minha mãe passaram na minha casa. Ainda lembro do pudim de laranja que deu um trabalhão para fazer, nem ficou bom, mas ele elogiou. Meu pai não era disso, elogios e manifestações de carinho não existiam para ele. Meus amigos tinham medo dele, era muito sério. Mas era justo, honesto e franco como nunca mais vi em ninguém.
Tá. É fim de ano, ainda faltam alguns dias para esse tormento acabar e, o calor ainda vai permanecer por mais tempo.
Tentar sobreviver a mais um Natal.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Martha Medeiros.
Ando sem tempo e com assuntos delicados para postar aqui, portanto tenho que refiná-los com cuidado para não me comprometer. Muito.
Engraçado como são as coisas. Conheço o Wander faz uns 18 anos, mas só no ano passado que nos conhecemos mesmo. Então, outro dia o encontrei numa livraria, e ele me indicou essa poeta. Tem umas coisas que ele escreve que servem muito bem em mim. Eis uma delas.
Minha reputação me apronta muitas surpresas, na maioria desagradáveis. Martha escreveu por mim.
Martha Medeiros
Engraçado como são as coisas. Conheço o Wander faz uns 18 anos, mas só no ano passado que nos conhecemos mesmo. Então, outro dia o encontrei numa livraria, e ele me indicou essa poeta. Tem umas coisas que ele escreve que servem muito bem em mim. Eis uma delas.
Minha reputação me apronta muitas surpresas, na maioria desagradáveis. Martha escreveu por mim.
"aquela meio estrábica com um vestido bordado
jura que me viu com um vigarista no último verão
aquele de terno claro e cabelo implantado na testa
jura que fiz gato e sapato do meu analista
aquela morena com bolsa combinando com o escarpim
jura que me endividei para ter um carro blindado
por mais que eu procure ser pontual nas festas
minha reputação chega sempre antes de mim"
Martha Medeiros
domingo, 11 de dezembro de 2011
Ex magra.
Nossa hoje bisbilhotei nos posts de um amigo que mandou um link do Estadão com fotos do calendário Pirelli. Tá a piada é velha, mas essa mulheres não sabem o que são pneus. Digo pneus abdominais.
Estranho como nós nunca estamos satisfeitas com o que temos não é mesmo mulheres? Nunca me achei magra, mesmo quando pesava 50 quilos nos meus 1.65 cm, um imc bem baixo, mas sempre fui coxuda e nunca tive cintura fina o que me impedia de me sentir magra. Mas na verdade o que me impedia era a mídia, nunca via nas tops o meu corpo. Sempre muito esguias, muito finas. E eu sempre peituda e coxuda. Não acreditava quando diziam que eu era gostosa e que, quando fiquei com 50 quilos, estava muito magra. Sempre queria mais, ou menos.
Como sempre fui meio atlética tenho ombros largos e um quadrícipes de fazer inveja a muito jogador de futebol. Não sabia o que era celulite até os 25 anos,.
Há uns 5 anos comecei a engordar, mas engordar desmesuradamente, não havia dieta, e tratamento contra o hipotireoidismo que desse jeito. Tá me trato, tomo diariamente meus hormônios, já não me sinto inchada como quando descobri a síndrome, não me sinto mais cansada, mas ainda penso em quando era magra e me achava gorda. O que será que eu acharia de mim mesma se me encontrasse no meu estado atual?
Bem eu sei o que diria para mim mesma do passado. Aproveita a mini saia, o shortinho, a baby-look o biquíni de cortininha, tire a roupa sem pudor, pára de sentir vergonha do seu corpo, porque a natureza é cruel e você não terá mais esse corpinho no futuro menina.
Larga mão de neura.
Calendário Pirelli uma ova. Ninguém consegue competir com lentes profissionais, e, se tiver um photoshop pior ainda.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Uma mesa vazia no Boteco hoje.
Puxa, o 2º maior dos botequeiros futebolísticos morreu hoje.
O primeiro foi o Garrincha, mas não vivi o tempo dele. Então não tenho nada para falar.
Tenho pouca coisa para falar de Sócrates porque nunca gostei muito de futebol, mas Sócrates é Sócrates. Sempre fui mais dos bad boys, odiava o bom mocismo do Senna, sempre fui mais Piquet, gostava do galinho, mas Sócrates, sempre foi Sócrates, o cara não corria e jogava um bolão. A frustrante copa de 82 eu vi quase toda sozinha na TV da sala de casa. Meus pais não paravam de trabalhar por causa dos jogos durante a semana, e meus irmãos estavam estudando no seminário (interno). As copas não me interessavam muito, o mais legal era a interação, isso só aconteceu de verdade comigo na Copa de 94. Em 98 desanimei com a baixaria e desisti de assistir na metade do 2º tempo. Fui para o quaro ouvir música. Em 2002, não levantei para ver nenhum jogo. Já que em 2002 meio que deu certo, em 2006 repeti. Não deu certo.
2010, sem comentários.
Bem cada vez mais o futebol vem perdendo a graça. Salários zilionários não me fazem a cabeça. Muito menos os penteados e brincões que a gurizada adora imitar.
Hoje, as crianças não querem ser jogadores de futebol porque gostam de bola. Eles querem ser jogadores para ficarem milionários.
Bem. Se o futebol nunca teve muita graça para mim. Hoje foi o dia em que ele perdeu a graça totalmente.
Um brinde ao Dr. dos campos.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pois é...
Há uns 8 anos atrás havia por aqui um boteco, o nome dele era Boteco da Nana. Ele surgiu da vontade de escrever sobre os variados assuntos que se passam pelas nossas vidas, no caso da minha. Conversa de bar mesmo.
A ideia eu lembro bem. Estava num bar que eu frequentei por todo o período em que cursei História na Reitoria da UFPR, já estava formada fazia alguns aninhos. Estava na companhia de um amigo, e aos poucos a mesa do bar ficou pequena. Estava lotada com umas 4 pessoas que enchiam aquele lugar em algum momento dei uma olhada no bar, estava meio cheio, o Roxinho sempre enchia, mesmo antes de ser "globalizado", mas senti uma sensação tão boa de estar sentado numa mesa de bar com as pessoas que eu queria que estivessem nela, ninguém mais ninguém menos.
Bem estou tentando um reinício, na verdade estou bem sem assunto e com muita vergonha de escrever. Vamos ver se surgem assuntos, aliás até tenho alguns por aqui, mas vamos com calma. Quem sabe esse Boteco tenha uma vida um pouco mais longa que o anterior.
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